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terça-feira, 23 de julho de 2013

Isaac de Nínive, o Sírio DIZ


Isaac de Nínive, o Sírio DIZ

O navegador, enquanto navega, tem os olhos nas estrelas, regula por elas o movimento do seu barco e espera que elas mostrem o caminho para o porto. O monge tem os olhos na oração: ela dirige o seu caminhar rumo ao porto imposto ao seu percurso. O monge não cessa de dirigir o olhar para a oração, para que ela lhe mostre a ilha onde lançar âncora, sem riscos no embarque de provisões, antes de apontar para outra ilha. Esse é o trajeto do solitário, enquanto é deste mundo, Troca uma ilha por outra: os diversos conhecimentos que encontra são outras tantas ilhas, até atracar, afinal, e dirigir seus passos para a cidade da verdade, cujos habitantes não negociam mais, e onde cada um é saciado com o que tem. Bem aventurados aqueles cuja viagem trancorre sem inquietação através do vasto oceano. (Wensinck XLV, 218).

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